Gente, finalmente um site de relacionamentos útil (com essa frase assumo um quê de hipocrisia porque estou nos inúteis também).
Meu irmão me indicou: www.skoob.com.br
Skoob, espelho de Books: um site de relacionamentos em que você indica, resenha e procura livros que leu, esteja lendo ou deseja ler. Muito legal!
Fica a dica...
O outro
Mania humana: enxergar no outro o diferente. Exercer nele todo tipo de discórdia. E julgá-lo moralmente sem despir-se da própria moral. Ignorar suas qualidades, somente pelos seus defeitos. Fazer dele escravo do mundo. Ser-lhe indiferente. Encará-lo como pedra: o concreto que ergue "estranhas catedrais". E buscar em Deus legitimidade para isso.
Mostrando postagens com marcador literatura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador literatura. Mostrar todas as postagens
domingo, 7 de março de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Brincadeira...
1. Pegue no livro mais próximo, com mais de 161 páginas;
2. Abra o livro na página 161;
3. Na referida página procure a 5ª frase completa;
4. Transcreva na íntegra para o seu blog a frase encontrada;
5. Passe o desafio a cinco pessoas.
2. Abra o livro na página 161;
3. Na referida página procure a 5ª frase completa;
4. Transcreva na íntegra para o seu blog a frase encontrada;
5. Passe o desafio a cinco pessoas.
"Não tenho família, sou sozinho."
Ishmael Beah - Muito Longe de Casa
sábado, 26 de dezembro de 2009
Desejo
Como sempre, uma literatura de fim de ano:
Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconsequentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga `Isso é meu`,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconsequentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga `Isso é meu`,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.
Victor Hugo
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Na casa e no transporte público... mas na biblioteca não.
Se você quer ler no Rio fora do seu horário de expediente, possui duas opções:
1. sua cabeceira - ótimo para leituras de passatempo antes da soneca, depois do banho e do jantar; não possui horário-limte (só o seu mesmo).
2. o metrô - excelente opção para aproveitar aquele tempinho vago mas não tão vago e estudar (concurseiros e universitários de plantão, agarrem com força!).
Biblioteca? No Centro da cidade e em uma meia dúzia de bairros onde haja uma das poucas universidades privadas que levam a qualidade do ensino minimamente a sério você encontra outra meia dúzia de bibliotecas abertas entre 8:00 e 22:00. Mas elas fecham nos fins de semana. Universidade Pública? Também só de segunda a sexta. Horário mínimo: 9 da manhã. Horário máximo: 8 da noite.
Não há opção. Mesmo os centros culturais não abrem exceção ao horário de expediente para as bibliotecas, que acabam funcionando das 10:00 às 18:00, no máximo - pode procurar, passei duas hora na internet pesquisando.
Portanto, concurseiros, não trabalhem se não tiverem paz em casa para estudar (e isso é muito comum). Portanto, acadêmicos, tentem uma bolsinha mixaria daquelas do CNPq ou da CAPES para produzir alguma coisa. Só assim estarão livres para aquelas leituras que só se fazem nas bibliotecas.
PS: outro dia mesmo saiu reportagem sobre o hábito raro de leitura do brasileiro. As estatísticas são coincidência?
domingo, 15 de novembro de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
terça-feira, 19 de maio de 2009
Ficção ou realidade?
Foram estas as palavras que Gabriel García Marquez atribuiu ao general Moncada, quando, sentenciado à morte, foi indagado por Aureliano Buendía, com quem trocou segredos de guerra do lado oposto, se não teria feito o mesmo contra ele caso os conservadores estivessem no comando do então município de Macondo:
"Provavelmente. Mas o que me preocupa não é que me fuzile, porque ao fim e ao cabo, para pessoas como nós esta é a morte natural. O que me preocupa é que de tanto odiar os militares, de tanto combatê-los, de tanto pensar neles, acabou se tornando como um deles. E não há um ideal na vida que mereça tanta abjeção. Neste passo, não só será o ditador mais despótico e sanguinário de nossa história, mas acabará fuzilando minha comadre Úrsula tratando de apaziguar sua consciência."
Lembrando que Úrsula é mãe do coronel Aureliano e contrária ao fuzilamento.
Alguma coincidência com a realidade?
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Quem me acode à cabeça e ao
coração
neste fim de ano, entre alegria e dor?
Que sonho, que mistério, que
oração?
Amor.
Carlos Drummond de Andrade
Marcadores:
fim de ano,
literatura
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Se eu fosse um padre
Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
- muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,
não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,
Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!
Porque a poesia purifica a alma
... e um belo poema - ainda que de Deus se aparte -
um belo poema sempre leva a Deus!
Mário Quintana
quarta-feira, 9 de julho de 2008
O avião do anjo Gabriel
Numa das cem ou cento e cinqüenta viagens que fiz a São Paulo no último ano e meio e dezoito dias, passei no Laselva e comprei um Gabriel. E me senti renovada!
Memória de minhas putas tristes foi engolido, devorado, devassado (sem trocadilhos) em menos de duas horas - o tempo do vôo atrasado até o momento em que as luzes do avião acendem, os avisos de atar cintos apagam e a aeromoça diz: "O uso de aparelho celular somente será permitido a partir de sua chegada ao saguão do aeroporto", sabe?
Falando em avião, a bela adormecida do amigo de Rosa Cabarcas me lembrou muito O avião da bela adormecida, do mesmo anjo Gabriel que me entreteve durante os curtos minutos que passei entre a sala de embarque do Santos Dumont e a pista de Congonhas antes do procedimento de portas.
Mas me lembrou mais mesmo eu mesma com minha própria leitura. O velho tinha feito noventa anos. Se eu tenho vinte e três, por que também não posso me apaixonar assim por um livro, mesmo depois de me prostituir às novelas e às peças teatrais globais mais insólitas que já se viram? E me apaixonei assim, pela memória das putas tristes dele...
o que não me impede de me apaixonar de novo, certo?!
Marcadores:
cotidiano,
literatura,
viagens
terça-feira, 4 de março de 2008
A mensagem
Um amigo nosso, comandante da VASP, conta-me a estranha mensagem recebida por um piloto americano durante uma aterrissagem.
O avião da companhia norte-americana sobrevoava a Bahia, a caminho do Rio, quando um defeito no motor obrigou o piloto a providenciar uma aterrissagem no aeroporto mais próximo possível.
Na Bahia, justamente na pequena cidade de Barreiras, existe uma pista de emergência (se é que se pode chamar aquilo de pista) para os aviões das linhas internacionais. Raramente é usada, mas era a mais próxima da rota do avião. Assim, o piloto não teve dúvidas. A situação dele estava muito mais pra urubu do que pra colibri. 0 negócio era mesmo se mandar para Barreiras.
Pediu pouso durante certo tempo, dirigindo-se à Rádio local em inglês. A resposta demorou um pouco, mas acabou vindo. Alguém, com forte sotaque nordestino, falando um inglês arrevesado e misturado com palavras em português, respondia que estava ouvindo e aconselhava o comandante a procurar outro local para aterrissagem.
Há dias estava chovendo em Barreiras e a pista se achava em péssimo estado.
O piloto, sem outra alternativa, insistiu em pousar assim mesmo, e tornou a pedir instruções, ouvindo-se lá a voz a dizer que estava bem, mas que não se responsabilizava pelo que desse e viesse.
Acontece porém que isso foi dito com outras palavras, ainda num misto de português e inglês. Assim:
— Ok. You land. But se der bode, I'il take my body out.
Stanislaw Ponte Preta
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Anedota
Ainda que pasmem os leitores, ainda que não acreditem e passem, doravante, a chamar este escritor de mentiroso e fátuo, a verdade é que, certo dia que não adianta precisar, entraram num restaurante de luxo, que não me interessa dizer qual seja, um ratinho gordo e catita e um enorme tigre de olhar estriado e grandes bigodes ferozes. Entraram e, como sucede nas histórias deste tipo, ninguém se espantou, muito menos o garçon do restaurante. Era apenas mais um par de fregueses. Entrados os dois, ratinho e tigre, escolheram uma mesa e se sentaram. O garçon andou de lá prá cá e de cá prá lá, como fazem todos os garçons durante meia hora, na preliminar de atender fregueses mas, afinal, atendeu-os, já que não lhe restava outra possibilidade, pois, por mais que faça um garçon, acaba mesmo tendo que atender seus fregueses. Chegou pois o garçon e perguntou ao ratinho o que desejava comer. Disse o ratinho, numa segurança de conhecedor - "Primeiro você me traga Roquefort au Blinnis. Depois Couer de Baratta filet roti à la broche pommes dauphine. Em seguida Medaillon Lagartiche Foie Gras de Strasbourg. E, como sobremesa, me traga um Parfait de biscuit Estraguèe avec Cerises Jubilée. Café. Beberei, durante o jantar, um Laffite Porcherrie Rotschild 1934.
— Muito bem - disse o garçon. E, dirigindo-se ao tigre — E o senhor, que vai querer?
— Ele não quer nada — disse o ratinho.
— Nada? — tornou o garçon — Não tem apetite?
— Apetite? Que apetite? — rosnou o ratinho enraivecido — Deixa de ser idiota, seu idiota! Então você acha que se ele estivesse com fome eu ia andar ao lado dele?
Millôr Fernandes
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Não é que ele estava certo?
"Mas pra fazer um samba com beleza
é preciso um bocado de tristeza
é preciso um bocado de tristeza,
senão não se faz um samba, não"
Se ele não tivesse razão o cavaco não chorava.
Marcadores:
carnaval,
literatura,
música
Assinar:
Postagens (Atom)